Produzido por: Lin Jiaxi
Se você costuma dirigir de Mendoza pela RN 7 em direção a Los Libertadores — a rota de montanha Mendoza–Los Libertadores entre Argentina e Chile —, comprar um carro envolve muito mais considerações do que o uso diário na cidade. Puente del Inca fica a cerca de 193 km do centro de Mendoza, a aproximadamente 2,730 m de altitude. O perfil estratégico de Mendoza publicado pelo governo argentino lista Las Cuevas como o assentamento de maior altitude da província, com 3,557 m. No inverno, ainda pode haver gelo, baixa visibilidade e fechamentos temporários da estrada.
Esse trajeto exige potência suficiente para subir, mas a potência do motor e a tração AWD resolvem apenas parte do problema. Conseguir manter uma velocidade estável nas descidas, ter pneus e correntes adequados e recuperar rápido a visibilidade quando o para-brisa embaça costumam decidir a viagem muito antes.
Em descidas longas, teste primeiro a marcha baixa e a frenagem
As recomendações do governo de Mendoza para dirigir na montanha são claras: em descidas íngremes, use marcha baixa, evite rodar no ponto morto e reduza a velocidade antes das curvas. No test drive, procure um trecho longo e seguro em declive e verifique se a transmissão automática mantém a marcha baixa com facilidade no modo manual e se o pedal do freio é fácil de dosar.
O BYD Han L 2025 DM-p AWD LiDAR Flagship pode usar a frenagem regenerativa para ajudar a desacelerar e tem discos de freio ventilados na dianteira e na traseira. Porém, o peso em ordem de marcha chega a 2,235 kg. Com o carro cheio de passageiros e bagagem, é preciso reduzir a velocidade bem antes da descida; não espere entrar na curva para frear forte de forma contínua.
O Chery Tiggo 9 2027 2.0T AT AWD Falcon 500 tem peso em ordem de marcha de 1,869 kg, usa câmbio automático de 8 marchas e traz controle de descida em rampas. O controle de descida em rampas é indicado para trechos em baixa velocidade; em descidas normais de rodovia, a velocidade deve ser controlada com a marcha adequada. No test drive, vale testar as duas situações separadamente.
No inverno, a aderência depende dos pneus e das correntes
Os dois carros têm tração AWD, o que facilita sair em aclives molhados e escorregadios. Sobre gelo e neve, a aderência continua dependendo dos pneus. As autoridades de Mendoza exigem que os veículos levem correntes ao trafegar pelo Corredor Andino no inverno e as usem conforme as orientações no local. Antes de sair, consulte os avisos locais sobre a condição da via.
Os dois candidatos usam pneus de medida grande. Ao comprar correntes, a medida do pneu é apenas o primeiro passo: é preciso confirmar no manual do veículo em qual eixo elas podem ser instaladas, o espaço disponível no vão da roda e os tipos de corrente permitidos. O ideal é fazer uma instalação de teste antes da entrega. Esperar a primeira nevada à beira da estrada para abrir o pacote pela primeira vez raramente sai tranquilo.
A escolha entre os dois modelos depende de como você costuma percorrer essa rota
Se você entra na montanha com frequência no inverno e quer reduzir as incertezas com recarga e abastecimento no caminho, o Tiggo 9 é mais fácil de planejar. A tração nas quatro rodas, a transmissão automática e o assistente de partida em rampa são bons pontos de foco no test drive. A especificação do combustível não pode ser deduzida de uma versão parecida; antes da entrega, confirme na tampa do tanque de combustível, na documentação do veículo e no VIN específico, e verifique separadamente se há combustível adequado ao longo da rota, tanto na Argentina quanto no Chile.
Se na maioria das vezes você evita o mau tempo e consegue recarregar de forma estável em casa ou na sua base, o Han L serve para comparar o uso elétrico cotidiano com a capacidade para estrada de montanha. A autonomia elétrica WLTP indicada na página do modelo não pode ser tratada como autonomia real disponível na montanha no inverno. Aquecimento em temperaturas baixas, filas e subidas contínuas aumentam o consumo, então antes de entrar na montanha é preciso deixar margem tanto na carga da bateria quanto no combustível.
A escolha entre esses dois carros não é só questão do tipo de propulsão. O Tiggo 9 se comporta mais como uma SUV tradicional a gasolina e simplifica o planejamento do trajeto. O Han L depende mais de recarga estável e de planejamento ativo, e é indicado para quem aceita organizar a viagem conforme o clima e as condições de recarga.
Teste esses itens antes de comprar
Na entrega ou no test drive, teste primeiro a redução manual de marcha e o controle de descida em rampas em baixa velocidade; depois verifique o desembaçador do para-brisa e do vidro traseiro, os espelhos com aquecimento e o monitoramento da pressão dos pneus. No inverno, preste atenção também à bateria de baixa tensão. Quando a neve cobre as faixas ou a visibilidade é muito baixa, assistências como a manutenção de faixa podem não reconhecer bem a via, e o motorista continua responsável pelo controle do veículo.
A liberação da estrada muda com o clima. Antes de cada saída, consulte a página oficial de status do Sistema Cristo Redentor para confirmar o status da travessia naquele dia, o horário de abertura da fronteira e as exigências de correntes. Quando a estrada está fechada, é preciso aguardar as autoridades reabrirem a via.
Checklist para escolher o carro no inverno
| Item | Han L | Tiggo 9 | Verificar nos dois |
|---|---|---|---|
| Potência e recarga/combustível | Recarga na base e consumo no frio | Disponibilidade de combustível e abastecimento na rota | Subida com carga total e margem do trajeto |
| Controle nas descidas | Frenagem regenerativa combinada com freios mecânicos | Marcha baixa da 8AT e controle de descida em rampas | Reduzir a velocidade cedo nas descidas de rodovia |
| Aderência em gelo e neve | AWD não substitui pneus de inverno | AWD não substitui correntes | Correntes permitidas pelo manual e eixo de instalação |
| Visibilidade no inverno | Desembaçador, aquecimento e bateria de baixa tensão | Desembaçador, aquecimento e bateria de baixa tensão | Motorista mantém o controle em baixa visibilidade |
Perguntas frequentes
Preciso escolher tração nas quatro rodas se percorro essa rota com frequência?
A tração nas quatro rodas ajuda na saída e na subida em aclives molhados e escorregadios, mas pneus e correntes vêm primeiro. Se você cruza a rota apenas ocasionalmente e com clima estável, um carro com tração em duas rodas também pode ser considerado, desde que pneus, freios e controle de marcha baixa sejam adequados para a estrada de montanha.
A autonomia elétrica declarada do Han L é suficiente?
Não dá para julgar apenas pela cifra declarada. O WLTP é um ciclo de teste padronizado; aquecimento no frio, subidas e filas mudam a autonomia real. Nessa rota, ainda é preciso levar combustível suficiente.
O Tiggo 9 tem controle de descida em rampas. Ainda preciso usar marcha baixa?
Sim. O controle de descida em rampas serve principalmente para o controle em baixa velocidade; em descidas longas de rodovia, você deve reduzir a velocidade com antecedência e usar a marcha adequada da 8AT para ajudar a controlar a velocidade.
Se as correntes tiverem o mesmo tamanho dos pneus, servem?
Também é preciso consultar o manual do veículo para saber em qual eixo elas podem ser instaladas, se o vão da roda tem espaço suficiente e quais tipos de corrente são adequados. Depois de comprar, faça uma instalação de teste uma vez.
Envie à Starvia Automotive sua solicitação de cotação de veículo e CIF, ou fale com a Starvia Automotive pelo WhatsApp: +1 669 292 8680.
Este artigo foi elaborado com base em informações públicas de rotas dos governos da Argentina e do Chile e no catálogo de veículos do site oficial em português da Starvia. O status de abertura das estradas e as restrições de inverno podem mudar com o clima; antes de sair, consulte sempre as informações oficiais mais recentes. Data de verificação das informações: 2026-08-18.

